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Publicado em: 16 de Janeiro de 2011

PISO TÁTIL

Conheça os tipos que existem para instalar no seu prédio e que oferecem economia e qualidade na hora da reforma.

O dia 2 de dezembro de 2004, não foi apenas mais um dia às portas do verão. Pelo menos para as pessoas com deficiência. Nessa data, era assinada pelo presidente Lula o decreto-lei 5296, que determina a acessibilidade das edificações e dos espaços urbanos, conforme os critérios da NBR 9050 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).                                                 
De acordo com a norma, as edificações e os espaços urbanos devem contar com sinalizações táteis no piso. Estas sinalizações, por sua vez, devem ser de cor contrastante com o piso adjacente, para orientar as pessoas com deficiência visual ou com baixa visão.                                                                                                                
A norma ainda especifica que os podotáteis devem ser de dois tipos: direcionais, a fim de guiar a pessoa com deficiência visual ou com baixa visão por um caminho linear, e de alerta, para atentar de que há um obstáculo à frente.                                                                                                
A partir de tais exigências, e da fiscalização do Ministério Público nos Estados, começaram a proliferar, com mais intensidade, esses tipos de pisos no país. Ainda bastante utilizados, os de borracha, de borracha argamassada e de concreto foram os primeiros modelos a serem adotados, em meados dos anos 2000.                                                                                                   
Por serem permeáveis, os que são de borracha são utilizados em ambientes internos, sem o risco do contato com a chuva. Sua colagem é feita sobre o chão existente, em questão de horas. Em contrapartida, o piso tende a se desprender com o passar do tempo, expondo pontas perigosas que podem causar acidentes.                                                                             
Quanto aos de borracha argamassada, são recomendados em lugares de muito movimento, sejam internos ou externos. Foi esse tipo que o Metrô de São Paulo escolheu para ser colocado em suas estações.                                                                                                                                       Ao contrário do piso simples de borracha, o de borracha argamassada é de difícil instalação. É preciso fazer um rebaixamento de até cinco centímetros no piso existente para fixar a borracha com argamassa. Todo o processo de colocação demora dias ou semanas. Os pisos táteis de concreto, por sua vez, são comuns em lugares externos, como vias públicas, praças e rampas. Assim como os de borracha argamassada, sua instalação requer perfuração. Fora isso, é o mais barato dentre todos os tipos.

Táteis e ecológicos
Ainda em meados dos anos 2000, começaram as primeiras tentativas de se fazer pisos táteis ecologicamente corretos. O de borracha reciclável foi o primeiro a ser desenvolvido com essa finalidade.                                                                                                                                                   No entanto, apesar de ainda estar disponível no mercado, é um piso de vida útil breve, por ser mais frágil em relação aos convencionais.  Outra iniciativa foram os pisos à base de pneu reciclável, ideia que foi logo abandonada. Notou -se que ao longo do percurso o piso oscilava de tamanho, comprometendo a segurança e a estética do local. O pneu reciclável, porém, pode ser útil na construção de outros tipos de vias.                                                                             A iniciativa mais duradoura em termos de pisos táteis sustentáveis viria somente em 2009, com a implementação dos pisos de PVC. São pisos semi rígidos e de baixo custo, que se adaptam melhor que os de borracha no chão do estabelecimento. Disponível em diferentes cores, é um modelo que pode ser reaproveitado, seja como piso tátil ou não.                              
Alguns bancos têm preferido esse tipo, em substituição à borracha.

Nova opção
Em 2009, a história do piso tátil no Brasil ganhou um novo capítulo. Chegavam ao país os elementos táteis em relevo. Os primeiros modelos eram feitos à base de nylon, poliéster, aço ou latão. Voltados para ambientes internos, podem ser colados diretamente no piso preexistente, ou fixado com pinos, o que demanda uma perfuração de poucos milímetros. Comum em países como Nova Zelândia, EUA, China, Canadá, Austrália e Japão, o elemento em relevo, por ser mais discreto que os anteriores, tem sido escolhido por muitas empresas para ser instalado no interior de seus prédios. Assim, os elementos táteis passaram a auxiliar as pessoas com deficiência visual sem afetar a paisagem.                                                                     
Em 2010, chegou ao Brasil um novo tipo em relevo, feito à base de poliéster e fibra de vidro. Originário da Alemanha é voltado tanto para ambientes internos como externos. É um relevo resistente à umidade, além de ser antiderrapante e de fácil colagem, sem precisar de perfuração.                                                                                                                                                 
Como seu valor é praticamente o mesmo da borracha, o modelo em poliéster e fibra de vidro promete ser bastante utilizado, principalmente em razão de sua estética suave.

Não basta instalar, tem que funcionar
De nada vale um piso tátil, independente do modelo, se ele não for instalado de maneira correta. A arquiteta Mariana Alves, especializada em acessibilidade, diz que já viu muitos pisos mal colocados. “Existem alguns que direcionam para nenhum lugar, ou para obstáculos e locais perigosos, como avenidas.”                                                                                                                        
A arquiteta ressalta que, muitas vezes, há um excesso de piso tátil direcional nos lugares, o que pode, em sua opinião, acabar confundindo as pessoas com deficiência. Para ela, deve haver piso para levar a pessoa com deficiência visual até o balcão de informações e a um elevador, e não para todos os elevadores, nem a todas as portas existentes.                              
Müller Ribeiro é um dos que se confundem com as diversas direções que certos pisos indicam. “O início é uma maravilha, até que, de repente, ele acaba nos oferecendo duas opções de caminho.                                                                                                                                                 Nessa hora, fico sem saber qual direção tomar. Sinceramente, para mim, o piso tátil não tem nenhuma utilidade”.  Já Raimilson Santos está mais familiarizado com o piso. Seu preferido é o de concreto. “Dá para sentir melhor. Com os de bolinha em relevo não consigo me guiar tão bem.”                                                                                                                                              
Raimilson, que mora no extremo sul de São Paulo, ressalta que não basta ter o piso apenas nos centros das cidades. “Tem que ter na periferia também, pois é lá que muitas pessoas com deficiência moram”, conclui. Seja como elemento tátil, concreto, PVC ou borrachas, o importante é que as pessoas com deficiência visual tenham, cada vez mais, um caminho seguro e bem demarcado para ir e vir.


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